MARCOS CAiADO antologiapoética |
Quinta-feira, Outubro 30, 2008
Comments: a lua que tão alto voa apaga a rua do ouvidor apaga a praça da liberdade e apaga, toda, o meu amor a lua que apaga a lua sequer lhe sabe o nome vibra inteira e obscura por entre as facas do ventilador. Comments:
sou eu apenas aquele poeta que quebra as esquinas do mito sem sequer dar seta. *** ao meu olhar impreciso é o lago quem se levanta pra beijar narciso. Comments: Domingo, Outubro 26, 2008
em tudo que vejo, te vejo. na muriçoca zuando sobre o azulejo da copa, no lampejo da lua e sua magia ignota. estarás até quando no beijo da novela, na ponta do novelo de lã amarela, ou no cotovelo da bela adormecida? em tudo que olho te colho a esmo (sem rasura e sem saída): na decida da ledeira do pelourinho, na pedra do meio do caminho e até mesmo numa epístola do auto da compadecida. como um quixote que resiste à sorte de ver no moinho somente o moinho, em tudo que vejo vejo de ti um pouquinho. Comments: Comments: Quinta-feira, Outubro 23, 2008
canção de exílio - para ledusha vontade de você no posto nove papo pro ar lendo o sol e jornal do brasil vontade de chupar chica-bom com beijo papo-de-anjo ao som do gilberto gil um trotoir pela ciclovia da poesia enquanto a tarde (na clandestinidade) nocauteia o dia. vontade do sotaque carioquês: frango xadrez- chinês na praça da paz (andar pela praia até o leblom) vontade de te tocar mais e mar... ....................... e outra vez. o carnaval passou e a vida só cantou o samba que a saudade fez Comments: nós dois on-line nós dois: os mais! indo ou vindo ... ouvindo violinos de berstein. nós, dos e-mails com davi's_ miles on mind... nós, dos bons sais boçais e tais as time goes bye. Comments: Quarta-feira, Outubro 22, 2008
Comments: Segunda-feira, Outubro 20, 2008
sou eu apenas o meu resto num seqüestro sem limite uma bomba pronta e triste, uma dinamite acesa eu te conheço daquela ilha eu te conheço não sei de onde sou eu mil pontes mal construídas rumo a você nenhum eu tenho andado mal eu tenho dado errado eu tenho nada no final das contas Comments: Domingo, Outubro 19, 2008
eu te desejo tão de repente sorriso largo do chafariz bem que se quis, ne me quitte pas yesterday seja cá-já pode vir quente que eu estou. eu te desejo numero um milhões de vezes na s-3 são dez prás 10 eu aos seus pés você em mim uuuuuuuuu... que 10! eu te desejo quase sem fim amor assim verás jamais no telecine ou em outros canais. eu te desejo em qualquer luar chão de tesouras e aricá em mil alqueires de bem-me-queres são dois prá lá e nóis pra cá eu te desejo sem ordem e sem lugar sem rir sem falar com uma mão com a outra bate palmas pirueta trás-pra-frente eu te desejo presente. Comments: Sexta-feira, Outubro 17, 2008
se penso em você ao meio-dia um segundo depois são onze e vinte da noite. tudo escurece: o mote, o norte, os montes e a luz do poste. morre o vaga-lume, some o horizonte. quando penso em você, independentemente da hora, o relógio agoniza, a lua suicida, a poesia adoece......... só a tristeza roça além do que não pode. quando penso em você. quando penso em você, a literatura se fode e, quase, vira zero: - zero vírgula, este verso que não morde. Comments: Terça-feira, Outubro 14, 2008
se te convido aos beijos mais lambidos aos mais ardentes amassos tu me recitas marcos. se falo das loucuras da vida em nome de uma poderosa paixão, tu arregalas os olhos e me vens com joão. se fomento arranha-céus de frases bonitas dizendo que findaram as tuas buscas, tu ris, e me calas com lucas. se proponho dar açúcar aos mais estranhos sonhos teus tu me brindas com um versículo de mateus. vou parar ra-pi-di-nho com isto. pois vá que eu abra os braços e tu me pegues para... cristo!! Comments: Sábado, Outubro 04, 2008
pensei que fosse oceano; era só um aquário. pensei que fosse paris; eram os 20 watts de uma lâmpada no canto do cenário. pensei que fosse mozart; eram os acordes imperfeitos de um jingle ordinário. pensei que fosse o pecado maior; era o mea-culpa de um réu-primário... pensei que fosse você... mas era apenas o sol. Comments: Quinta-feira, Outubro 02, 2008
para estar contigo, privo-me da luz do dia abandono o melhor abrigo - isso não me angustia! - para estar contigo, assino contrato, aceito fazer o papel de mero amigo do peito remeto às favas, as claras e puras águas do ganges que alimentara nosso grande amor-perfeito ao zero, o bolero mais terno - e a medida desmedida do eterno - a zero, o eco, o cerne e o abdome desta minha carne que tanto deseja sem mágoas, serei apenas um nome; conversa fiada, afiando afeto que não beija. ( nunca mais, a língua nua no céu da tua tatuagem nunca mais, a linguagem da tua nuca em minha cara-metade) quero tanto estar por perto que a mim pouco importa se o que mata minha sede é o deserto. Comments:
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