reescrevendo marcos


Segunda-feira, Agosto 11, 2008





eu sempre fui assim mesmo:
byroniano.

entra ano, sai ano...
eis-me aquí:

mais um amor frustrado
e outro desengano.









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Terça-feira, Julho 22, 2008




um bem-te-vi que não vê,
um beija-flor sem a flor...

que ave será essa,
cujo canto é só a dor?

um solitário canário, ou
um quero-quero em desespero?

qual o pássaro hospedeiro
deste meu coração mero?









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Domingo, Julho 06, 2008



a tua ida,
em cada partida,
é dor
bem mais que doída.

a tua ida
apaga a praça,
esfola a graça...
desgraça
qualquer cor e beleza.

a tua ausência
é coisa
de entristecer
até mesmo a tristeza.


você vai embora
e o vento lá fora
chora também.

de quem é a lua?
a lua, menina,
não é de ninguém.



* *
*
. *
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